Você já deve ter ouvido muito por aí que um vinho específico teve envelhecimento em barris de carvalho. Mas você sabe o que isso significa e pra que serve?

Barris de carvalho francês da Bodega Bouza, Uruguai. Foto: Umami Mag

Bom, após a sua produção, alguns vinhos passam um tempo “descansando”: o chamado estágio. Este procedimento pode acontecer em barris de carvalho, em tanques de aço inoxidável e até em recipientes de concreto, muito utilizados no passado e que estão voltando à moda aos poucos (falaremos deles mais tarde!).

Os barris de carvalho ajudam a agregar estrutura ao vinho, a ‘amaciar’ os taninos, para que se tornem menos duros no paladar, e fazem com que os sabores e aromas se integrem melhor. Por serem porosos, permitem que a bebida respire (micro-oxigenação), possibilitando ao vinho que se desenvolva e amadureça. Além disso, a madeira pode transferir para o vinho alguns aromas e sabores, mas este é um assunto polêmico: muitos são favoráveis, e afirmam que estes sabores e aromas, na medida correta, dão complexidade ao vinho; outros dizem que estes são componentes artificiais, que não pertencem naturalmente ao vinho e que não deveriam estar ali (porque, muitas vezes, estes componentes, quando utilizados em excesso, podem mascarar o sabor natural de um vinho e até esconder algumas falhas). No fim das contas, não há certo e errado. É tudo uma questão de gosto pessoal! 

Barris de carvalho francês da Bodega Bouza, Uruguai. Foto: Umami Mag

A grande maioria do carvalho utilizado nesses barris são provenientes da França e dos Estados Unidos, mas há excelentes barris produzidos com carvalho proveniente da Romênia, Hungria, Rússia e Polônia. Barris de países diferentes, adicionam ao vinho aromas e sabores diferentes.

Os barris de carvalho podem ser usados mais de uma vez na produção de vinhos, mas a cada utilização, o resultado é diferente. Barris novos ou de primeiro uso, como são normalmente chamados, geram maior transferência de aromas e sabores ao vinho. Barris com mais uso, geralmente, vão perdendo essa capacidade de transferir os aromas, passando a servir, basicamente, para a micro-oxigenação do vinho.

Barris da Bodega Bouza, Uruguay. Foto: Umami Mag

Barris da Bodega Bouza, Uruguay. Foto: Umami Mag

E você, gosta dos aromas que o carvalho dá ao vinho ou prefere os vinhos com pouca (ou nenhuma) madeira perceptível?


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