Nem só de hobbits, praias paradisíacas, montanhas perfeitas para snowboard, geleiras imensas, auroras austrais, paisagens intocadas, gastronomia deliciosa, cultura borbulhante e povo hospitaleiro vive a Nova Zelândia. “Nem só”, rs. Como se fosse pouco! Este vibrante país-ilha, tão pequeninho no meio da Oceania, também tem muitos grandes vinhos. Seus Sauvignon Blanc tão cheios de personalidade, e também seus Pinot Noir, são referências para diversos países produtores do Novo Mundo, ainda que a produção do país represente menos de 1% da produção total mundial.

Não te convencemos ainda? Então, vamos lá!

GOGRAFIA E TERROIR

A Nova Zelândia é um país insular, situado na Oceania, a 2000km a Sudeste da Austrália. É um dos países mais desenvolvidos do mundo, figurando em ótimas posições em todos os rankings internacionais imagináveis: desenvolvimento humano, qualidade de vida, expectativa de vida, alfabetização, qualidade do ensino público, paz, prosperidade, liberdade de imprensa, democracia, proteção das liberdades civis e de direitos políticos.. e a lista segue. Além disso, diversas de suas cidades também estão nas listas das melhores cidades do mundo para se viver!

Tongario National Park | Foto: Divulgação / 100% Pure New Zealand

O país é formado por duas ilhas principais – Ilha Norte e Ilha Sul, separadas pelo Estreito de Cook -, além de algumas ilhas menores. Suas regiões vinícolas estendem-se por 1.600km, de Northland, no norte, até Central Otago, no sul. À exceção de Central Otago, que tem clima continental, as demais regiões do país possuem um clima marítimo, com longas horas de sol durante o dia e noites frescas, graças às brisas do mar. Variações de solo, exposição e umidade dão características bem distintas aos vinhos de cada uma dessas regiões.

SUSTENTABILIDADE

A sustentabilidade é um aspecto primordial para os produtores da Nova Zelândia. O Sustainable Winegrowing New Zealand é um programa de certificação válido para toda a indústria vitivinícola, liderado pela organização New Zealand Winegrowers, que foi comercialmente introduzido em 1997 e adotado por todas as regiões vinícolas do país. Ele baseia-se nas boas práticas ambientais, no controle de qualidade do vinhedo até a garrafa e assegura aos consumidores que os produtos consumidos são elaborados com mínimo impacto ambiental, econômico e social.

Além do intuito de preservar os recursos naturais, como solo e água, as práticas encorajam os produtores de vinho a manter o equilíbrio em toda a cadeia, agregando valor às comunidades locais, educando seus colaboradores a pensar e a agir de forma mais sustentável e reduzindo o desperdício em todos os pontos da produção, do vinhedo, à embalagem escolhida e ao transporte utilizado.

Essa consciência é herança dos Maori, o povo nativo do país. A Nova Zelândia está tão isolada geograficamente, que seus primeiros habitantes não tiveram escolha, se não aprender a viver de forma sustentável, geração após geração. Em sua filosofia, os recursos da natureza pertencem à Terra, e as pessoas são bem-vindas para usar estes elementos, contanto que o façam com cuidado e respeito. Esta responsabilidade de custódia dos recursos naturais está consagrada no conceito Maori de kaitiakitanga, que pode ser traduzido por tutela.

Hongi, o cumprimento Maori, em que toca-se o nariz da outra pessoa com o seu nariz.

Quase um terço do território da Nova Zelândia está sob a proteção do Departamento de Preservação e mais de 70% da  eletricidade do país é gerada a partir de recursos renováveis. As práticas de viticultura orgânica também têm aumentado e, atualmente, 10% das vinícolas já possuem certificação.

CURIOSIDADE: Aotearoa (que pode ser traduzido como “terra da longa nuvem branca”) é o nome Maori para a Nova Zelândia, também utilizado pelo inglês neozelandês.

ESTILOS DE VINHO

A Nova Zelândia é o paraíso para os apaixonados por vinhos leves e frescos. Uma das principais características que definem a personalidade de seus vinhos, aliás, é a pureza da fruta. Por essa razão, os produtores evitam o uso excessivo de madeira, visando de manter o frescor da bebida e evitando mascarar seus aromas primários.

Os Sauvignon Blanc foram os primeiros vinhos a colocar a Nova Zelândia no mapa vitivinícola mundial. Representam 72% da produção total e 86% das exportações do país. São intensos e muito exuberantes, com aromas que podem lembrar groselha verde, maracujá, grama recém cortada, folhas de tomate e lima.

Foto: divulgação / 100% Pure New Zealand

A Pinot Noir, apesar de representar apenas 8,5% da produção total, é a uva tinta mais importante do país. A enorme diversidade de climas e solos permite a sua produção em uma ampla gama de estilos, sendo comum a todos, no entanto, a estrutura firme, a elegância e a intensidade de aromas frutados.

Em menor escala, elegantes Syrah e cortes de Cabernet Sauvignon e Merlot florescem nas regiões mais quentes da Nova Zelândia, como Hawke’s Bay e Auckland. As uvas Chardonnay, Riesling, Pinot Gris e Gewurztraminer são cultivadas de maneira mais esparsa por todo o país, alcançando excelentes resultados.

REGIÕES PRODUTORAS

Foi a Sauvignon Blanc que atraiu a atenção do mundo vitivinícola para a Nova Zelândia. Hoje, a indústria do vinho no país já se estabeleceu como um dos principais contribuintes para a economia da nação, e o vinho neozelandês ganhou fama e prestígio internacional.

Em 2016, a Emenda de Registro de Indicações Geográficas foi aprovada pelo Parlamento da Nova Zelândia, o que representa um passo significativo para o setor, já que irá propiciar proteção internacional para os nomes das regiões produtoras, além de fortalecer a sua imagem e a de seus vinhos. As medidas ainda estão sendo implementadas.

Ao todo, o país se divide em 12 regiões produtoras, sendo sete na Ilha Norte e cinco na Ilha Sul.

ILHA NORTE

AUCKLAND

Auckland é uma das regiões produtoras mais antigas da Nova Zelândia, estabelecida no início de 1900 por viticultores vindos da Croácia, do Líbano e da Inglaterra, e é lar de algumas das maiores vinícolas do país. É uma região grande e bem diversa, com predominância de solos vulcânicos e ricos em argila e clima marítimo temperado. A Ilha Waiheke, no Golfo Hauraki, tem um clima quente e ensolarado, que gera vinhos muito intensos e com bastante pureza da fruta. É o lar de excelentes Syrah, Chardonnay e blends com Cabernet Sauvignon.

Vinhedo na linda sub-região de Waiheke Island | Foto: cuisinewine.co.nz

A região de Auckland Oeste (West Auckland), por sua vez, é muito fértil e ainda abriga algumas das mais antigas vinícolas do país. É famosa por seu Chardonnay elegante (e reconhecido internacionalmente!) e pelo seu Merlot. Finalmente, cerca de uma hora a norte da cidade de Auckland, estão as colinas de Matakana (Matakana Hills), uma região charmosa e de clima ameno, com enoturismo efervescente, onde são elaborados excelentes Pinot Gris, Syrah e blends de Cabernet Sauvignon, além de uma grande variedade de uvas tintas em ascensão, que têm sido vinificadas com grande sucesso.

HAWKE’S BAY

As primeiras vinhas foram plantadas em Hawke’s Bay em 1851 por missionários maristas, que deixaram a histórica vinícola de Taradale como legado. A região produz uma variedade enorme de estilos, mas é particularmente famosa por seus tintos robustos (88% dos Merlot, Cabernet Sauvignon e Syrah do país são cultivados aqui) e por seus Chardonnays ricos e encorpados. Seu clima quente, com uma temporada de crescimento bastante longa, também permite a produção de excelentes vinhos de sobremesa. A região das planícies aluviais de Hawke’s Bay, particularmente, construiu uma incrível reputação para tintos de qualidade, que tiram proveito dos solos pedregosos do fundo do vale e da grande amplitude térmica diária, com destaque para o distrito de Gimblett Gravels.

Elephant Hill Estate & Winery | Foto: divulgação

Para quem busca enoturismo na Nova Zelândia, a região é uma ótima opção. Utilizando como base as cidades de Napier ou de Hastings, é possível visitar algumas das 72 vinícolas locais utilizando umas das três rotas de bicicleta sugeridas pelo Centro de Turismo da região.

WAIRARAPA

Wairarapa, que significa águas brilhantes em Maori, é uma região pequena (possui apenas 3% da terra da Nova Zelândia e contribui para 1% de sua produção total), considerada boutique. Com uma variedade grande de estilos em oferta, os vinhos que mais se destacam na região são os seus Pinot Noir e Sauvignon Blanc aromáticos, assim como Syrahs e Chardonnays elegantes e, ainda, alguns estilos de vinhos de sobremesa. As três principais sub-regiões são Martinborough, Gladstone e Masterton que, apesar de possuírem clima e solos semelhantes, produzem vinhos com características distintas.

Castle Point, um dos pontos turísticos mais famosos da região de Wairarapa | Foto: Mike Heydon

Masterton é a maior cidade de Wairarapa e foi a primeira área plantada na região, há mais de um século. O vale fica na sombra das cordilheiras de Tararua e caracteriza-se por geadas matinais frequentes, que contrastam com dias quentes de verão, gerando vinhos complexos e muito perfumados, com as variedades dominantes Sauvignon Blanc e Pinot Noir. Logo ao sul de Masterton está Gladstone, cujo clima é um pouco mais fresco, mas bastante ensolarado, com solos com excelente drenagem. O destaque também fica por conta da Pinot Noir e da Sauvignon Blanc.

Finalmente, chegamos à sub-região mais importante de Wairarapa: Martinborough. Esta pitoresca cidade colonial é cercada por pequenos vinhedos, que possuem um perfil de clima e solo que se assemelham ao da Borgonha, mas com uma maior incidência solar. Como era de se esperar, Martinborough animou o mundo do vinho com seus aclamados Pinot Noir, bastante vívidos e aromáticos, que estão entre os melhores exemplares do Novo Mundo. A região também produz Sauvignon Blanc vibrantes e Syrahs elegantes.

GISBORNE

Gisborne é um destino encantador para os amantes do vinho: dias quase sempre ensolarados, paisagens muito verdes, história fascinante e uma variedade de estilos de vinho empolgante. A região, bem variada, é lar de grandes e pequenos produtores, vinícolas boutique, viticultores experimentais e, também, de alguns dos mais aclamados produtores biodinâmicos do país. A principais sub-regiões são Ormond, Patutahi e Manutuke, e a uva destaque de Gisborne, sem sombra de dúvidas, é a Chardonnay, variedade dominante, que produz na região vinhos complexos e bastante intensos. Depois da Chardonnay, o destaque é da Pinot Gris.

Foto: divulgação / gisbornewine.co.nz

WAIKATO

Há muita coisa que atrai visitantes para a região de Waikato, incluindo hobbits, ciclismo e, claro, vinho. Além de abrigar Hobbiton, a cidade cenográfica onde foram gravadas as cenas do Condado Hobbit (The Shire) da trilogia O Senhor dos Anéis, a região de Waikato, ao sul de Auckland, possui pequenos vinhedos espalhados por suas lindas e arborizadas terras. A região goza de um clima moderadamente quente para os padrões da Nova Zelândia e os seus solos são compostos, principalmente, por depósitos de marga sobre subsolos argilosos. Os vinhos baseiam-se na Pinot Noir, na Pinot Gris e, em terceiro lugar, na Sauvignon Blanc.

Mercury Bay Estate, em Waikato | Foto: reprodução / throughthecellardoor.com

BAÍA DE PLENTY

A Baía de Plenty (Bay of Plenty) é uma região icônica para se visitar na Nova Zelândia. Tem de tudo: vinhos, passeios de gôndola, mountain bike, águas termais e praias lindas. A região tem um clima moderadamente quente (apesar de receber uma influência costeira considerável) e solos bastante férteis. Tal como em Waikato, a Baía de Plenty foca sua produção na Pinot Noir, na Pinot Gris e na Sauvignon Blanc.

Além de ótimos vinhos, a Baía de Plenty tem algumas das praias mais bonitas da Nova Zelândia | Foto: divulgação / newzealand.com

NORTHLAND

A região mais a norte de todo o país estende-se de Karikari, no norte, até Mangawhai, no sul. Possui temperaturas amenas durante primavera, verões quentes e secos, e outonos bastante ensolarados, o que promove uma maturação rápida das uvas, gerando vinhos bastante frutados e alcoólicos. Seus Chardonnays tropicais, assim como seus Pinot Gris e Viogniers vibrantes, têm sido responsáveis pelo crescimento do consumo e da produção de vinho branco na região. Os tintos, por sua vez, incluem Syrahs apimentados e cortes de Merlot e Cabernet Sauvignon bastante elegantes. Além destas, outra uva tinta que se destaca na região é a Chambourcin, uma uva híbrida, também muito plantada na Australia e que produz vinhos escuros e aromáticos que, curiosamente, não apresentam características comuns às uvas americanas e podem ser bem complexos.

A vista dos vinhedos de Northland | Foto: reprodução / russellinfo.co.nz

ILHA SUL

MARLBOROUGH

Marlborough é a principal região vitivinícola da Nova Zelândia, e foi a responsável por colocar o país, ainda nos anos 80, em posição de destaque internacional, graças aos seus Sauvignon Blanc de altíssima qualidade. Uma combinação de clima mais fresco, com alta incidência solar, baixa pluviosidade e solos moderadamente férteis e com boa drenagem, produz vinhos muito vibrantes e frutados. Aliás, a pureza da fruta nos vinhos é uma característica bem marcante não só de Marlborough, mas de todo o país. Ao todo, a região produz cerca de 77% do total do vinho da Nova Zelândia. Apesar de produzir excelentes Pinot Noir, Chardonnay, Riesling, Pinot Gris e Gewürztraminer, quase 80% dos vinhedos da região são dedicados à Sauvignon Blanc.

Vinhedos verdinhos de Marlborough | Foto: reprodução / http://restaurantandcafe.co.nz

Marlborough se divide em três zonas principais: Vale de Wairau, Vale de Awatere e os vales do Sul. O Vale de Wairau abrange uma variedade de pequenas regiões mais frias e secas, alguns locais mais pedregosos e de solo pouco fértil, onde a maturação das uvas costuma acontecer mais cedo e, ainda, terrenos costeiros, moderados pelas brisas marítimas. O Vale de Awatere, por sua vez, está situado ao sul do Vale do Wairau, estendendo-se para o interior a partir do mar e subindo em direção às cordilheiras de Kaikoura. É uma zona mais fresca, seca e bastante ventosa, cujos vinhedos têm rendimentos tradicionalmente mais baixos, e que produz Pinot Noir e Sauvignon Blanc cheios de personalidade e de qualidade irretocável. Por fim, o vales do Sul de Marlborough possuem solo e clima bem variado, e a região se torna mais fria e seca em direção ao sul. Aqui, são cultivadas uma grande variedade de uvas, de acordo com cada terreno, mas a Pinot Noir tem sido particularmente exitosa.

NELSON

Nelson é uma região vinícola pequena, a oeste de Marlborough, que tem uma cena cultural e artística muito vibrante, e que produz excelentes Pinot Noir, Chardonnay e Sauvignon Blanc. Possui um clima mediterrânico, bastante ensolarado, o que faz do turismo uma atividade agradável o ano inteiro. A região se divide em duas zonas principais: Moutere Hills e as planícies de Waimea.

Neudorf Vineyards, em Nelson | Foto: divulgação / newzealand.com

A região montanhosa de Moutere Hills é um pouco mais quentes e úmidas do que as planícies de Waimea e os seus solos argilosos e com bastante conteúdo de cascalho, dão riqueza e textura aos vinhos. Seus Pinot Noir apresentam boa estrutura e taninos finos, seus Chardonnays costuma ser complexos e profundos e seus Sauvignon Blanc são extremamente aromáticos, e podem ter um toque mineral bem interessante. É o local onde os primeiros vinhedos de Nelson foram plantados, e continua a ser fonte de alguns dos melhores vinhos da região até hoje. As planícies de Waimea, por sua vez, produz vinhos que tendem a ser mais leves e frescos do que os de Moutere, já que recebe um pouco mais de influência das brisas frescas do mar.

CENTRAL OTAGO

Central Otago é a região vinícola mais ao sul da Nova Zelândia. Cercada por grandes montanhas e lagos cristalinos, é lar indiscutível de alguns dos melhores Pinot Noirs do mundo. Se beneficia de um clima semi-continental, com verões ensolarados e quentes, invernos frios e outonos secos e longos. Possui seis sub-regiões de bastante importância. A sub-região de Wanaka, que fica 80 km a norte de Queenstown, é fresca e um pouco mais úmida do que as áreas vizinhas. O belo Lago Wanaka modera as temperaturas da região e oferece proteção contra as geadas frequentes. Gibbston, por sua vez, fica a leste de Queenstown, ao longo da espetacular garganta do Rio Kawarau, e é a sub-região mais alta, com clima mais fresco, cujas vinhas amadurecem mais tarde e que produz vinhos bastante intensos. Já na margem sul do rio Kawarau, no extremo sul do Vale de Cromwell, está a sub-região de Bannockburn, um dos locais mais quentes e secos da região.

A pitoresca Queenstown é o ponto de partida para quem visita a região vinícola de Central Otago | Foto: reprodução / wall.alphacoders.com

Chegamos, então, à Alexandra, a sub-região mais ao sul de Central Otago, onde o clima é seco e chega a extremos no verão e no inverno. As marcadas variações climáticas dão origem a vinhos muito aromáticos e estruturados. A nordeste de Cromwell está Bendigo, possivelmente a mais quente de todas as sub-regiões. Suas noites bastante frescas, no entanto, ajudam a reter uma boa acidez nas uvas, gerando vinhos muito aromáticos e com bastante equilíbrio. Por fim, a sub-região de Cromwell está localizada no lado oeste do Lago Dunstan e se estende por 25km para norte a partir da cidade de Cromwell. Os vinhedos, em sua maioria, ficam no fundo do vale, paralelos à cordilheira de Pisa.

CANTERBURY

Canterbury se estende por cerca de 200 km na costa leste da Ilha do Sul e possui uma excelente reputação para elegantes Pinot Noir, Chardonnay e, também, para castas brancas aromáticas, como a Riesling. Seu clima é frio e seco, com bastante incidência solar durante a sua longa temporada de crescimento, o que ajuda a promover uma expressão varietal bem marcada. Existem três sub-regiões principais: o Vale de Waipara, as planícies (Canterbury Plains) e o Vale de Waitaki.

Vale de Waipara, em Canterbury | Foto: reprodução / myguidechristchurch.com

A cerca de 1h de carro para norte de Christchurch está o Vale de Waipara, umas das regiões que mais crescem no país. Produz excelentes Pinot Noir e Chardonnay, mas se destaca, especialmente, por Rieslings vibrantes e bem estruturados. Mais ao sul, nos arredores de Christchurch, fica a região das planícies (Canterbury Plains), uma grande área quase totalmente plana e ligeiramente mais fresca que Waipara, onde também são produzidos excelentes Pinot Noirs e Rieslings. Por fim, o Vale de Waitaki, na fronteira com North Otago, se mostra bastante promissor. Com solos que misturam diferentes formações de calcário e xisto, verões ensolarados e outonos longos e secos, os vinhos da região, em sua maioria Pinot Noir, costumam ter um perfil intenso, bastante frutado e um caráter mineral bem marcado.

ENOTURISMO

O clima da Nova Zelândia é ideal não apenas para a produção de uvas, mas também para o turismo. Em qualquer época do ano é possível aproveitar, com bastante qualidade, todas as atrações que o país tem a oferecer. Para quem vai em busca de vinícolas, então, é a ainda melhor, já que as propriedades de cada região ficam, geralmente, bem próximas umas das outras, facilitando muito as visitas. Boa parte delas, inclusive, possui restaurantes e opções de hospedagem.

Para facilitar a vida dos visitantes, quase todas as regiões têm website próprio, com informações bem detalhadas sobre clima, pontos de interesse, mapas das rotas ciclísticas sugeridas, lista de hotéis, pousadas e restaurantes. Abaixo, listamos todos os que encontramos:

Você já visitou a Nova Zelândia? Então, nos escreva contando como foi a sua experiência!


MAPA DAS REGIÕES VITIVINÍCOLAS DA NOVA ZELÂNDIA PARA DOWNLOAD

BAIXE AQUI

Mapa e infográfico da Nova Zelândia para download


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